Entrevistas

Entre desafios e aprendizados: estudantes de Eletrônica participam da Olimpíada Brasileira de Robótica

Por Luiz Fernando Hypolito

05/10/2026 22:29

Destaque
Imagem: Alunos na OBR [Open IA] 2026.

Samuel Henrique Silva de Oliveira Santos, Maria Antônia Oliveira da Silveira, João Pedro Fassina de Souza, estudantes do terceiro ano do curso Técnico em Eletrônica integrado ao Ensino Médio, participaram da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), experiência que envolveu preparação, desafios técnicos, trabalho em equipe e muita dedicação.


Para os estudantes, a participação na competição foi marcada por momentos de pressão, mas também por muito aprendizado. Eles definiram a experiência como “muito boa, mas também bastante intensa”, destacando que tiveram a oportunidade de colocar em prática conhecimentos adquiridos durante o curso e no projeto Robô Cerrado.


A classificação para a etapa regional foi outro momento importante para a equipe. Ao descobrirem que haviam avançado, os estudantes relataram que sentiram “uma mistura de felicidade, surpresa e até um pouco de nervosismo”. A conquista mostrou que o trabalho realizado até aquele momento estava dando resultados, mas também trouxe a consciência de que seria necessário continuar aprimorando o robô.


Um dos principais desafios enfrentados durante a preparação foi fazer com que o robô apresentasse um funcionamento consistente. Como explicaram os estudantes, “não adianta ele funcionar uma vez, ele precisa conseguir repetir o desempenho durante a competição”. Para alcançar esse resultado, a equipe precisou lidar com problemas envolvendo sensores, programação, estrutura e comportamento do robô na pista.


Além dos desafios técnicos, houve também a necessidade de conciliar a preparação para a competição com as atividades escolares. Como estudantes do ensino médio integrado, eles precisaram administrar uma rotina com diversas disciplinas, trabalhos e outras responsabilidades. Segundo a equipe, foi necessário “tentar aproveitar o tempo que tínhamos disponível” para conseguir realizar os testes e solucionar os problemas do robô.


Nesse processo, o trabalho em equipe teve um papel fundamental. Os estudantes explicaram que cada integrante contribuiu de alguma forma, participando das discussões, dos testes e da busca por soluções. Eles também perceberam que nem sempre uma ideia funciona como esperado e que, nesses momentos, é preciso estarem dispostos a mudar de estratégia.


Um dos momentos mais marcantes aconteceu durante a competição em São João del-Rei. Depois de todo o período de preparação, ver o robô dentro da arena tornou a experiência ainda mais significativa. A chegada à etapa estadual também foi lembrada como uma conquista importante, pois mostrou o resultado de todo o esforço realizado pela equipe.


Apesar disso, a competição também trouxe situações de pressão. Em determinados momentos, o robô apresentou problemas e os estudantes precisaram realizar reparos rapidamente. Nessas situações, eles procuraram manter a calma e resolver o que estava ao alcance naquele momento. Como destacaram, “mesmo com os problemas, continuamos tentando até o fim”.


A participação na OBR também proporcionou importantes aprendizados técnicos. Os estudantes tiveram contato com programação, sensores, montagem, testes e resolução de problemas. Mais do que aprender apenas conceitos, eles puderam perceber as diferenças entre desenvolver um projeto em um ambiente controlado e colocá-lo para funcionar em uma competição.


Para a equipe, uma das principais aprendizagens foi justamente relacionada ao trabalho coletivo. Eles destacaram que “uma equipe precisa saber trabalhar junta”, além de compreender que é necessário ouvir diferentes opiniões, aceitar mudanças e continuar procurando soluções quando algo não funciona.


Representar o IFTM Campus Patrocínio e levar o nome da cidade para uma competição desse nível também teve um significado especial para os estudantes. A experiência permitiu o contato com outras equipes de estudantes e mostrou as possibilidades que a robótica, a tecnologia e a ciência podem oferecer.


O apoio recebido durante a preparação também foi considerado essencial. Os professores contribuíram com orientações relacionadas aos projetos e à parte técnica, enquanto familiares e colegas ofereceram suporte nos momentos mais difíceis. Para os estudantes, saber que havia pessoas apoiando a equipe fez diferença durante a competição.


Depois da experiência, os estudantes demonstraram interesse em continuar aprendendo sobre robótica, programação e outras áreas relacionadas à ciência e à tecnologia. Mesmo que cada um siga caminhos diferentes no futuro, eles consideram que os conhecimentos adquiridos durante a OBR serão importantes para suas trajetórias.


Ao final, os estudantes reforçaram que a OBR representou muito mais do que uma competição. Para eles, foi uma oportunidade de “aprender, errar, testar novamente, trabalhar em equipe e conhecer pessoas que também gostam de tecnologia e ciência”.


A mensagem deixada por Samuel, João Pedro Fassina e Maria Antônia para outros estudantes interessados em olimpíadas científicas é direta: “participem, mesmo que vocês achem que ainda não sabem o suficiente”. Para eles, não é preciso esperar estar completamente preparado para começar, já que os erros e as tentativas fazem parte do próprio processo de aprendizagem.